Versão digital do livro “Perturbações Sonoras nas Edificações Urbanas” já está disponível

imageA quem se interessar pela versão digital do meu livro Perturbações Sonoras nas Edificações Urbanas, ela acaba de ser lançada:

Perturbações Sonoras nas Edificações Urbanas eBook: Waldir de Arruda Miranda Carneiro: Amazon.com.br: Loja Kindle

Agora é possível carregar o livro em seu tablet ou computador, com os benefícios da pesquisa eletrônica de conteúdo, zoom e outras tantas vantages próprias ao e-book.

Veja em: http://migre.me/qH73J

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Solução prática em caso de vizinhos barulhentos

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Igreja de Catalão terá de pagar indenização por fazer barulho …

Igreja de Catalão terá de pagar indenização por fazer barulho …

http://www.emaisgoias.com.br/igreja-de-catalao-tera-de-pagar-indenizacao-por-fazer-barulho-acima-do-permitido-por-lei/

A Igreja do Evangelho Quadrangular da cidade de Catalão terá de pagar R$ 10 mil de indenização por dano moral coletivo, por fazer barulho em dias de culto, acima do limite legal permitido. A decisão é da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) que, por unanimidade, seguiu de voto da relatora, desembargadora Beatriz Figueredo Franco, para manter sentença da comarca de Catalão.

O valor da indenização será revertido para o Fundo Municipal do Meio Ambiente da cidade. A ação civil pública foi ajuizada pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO), que pediu a suspensão do uso de equipamentos ou instrumentos sonoros na instituição até que sejam feitas alterações e melhoramentos aprovados pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Catalão (Semmac).

Em primeiro grau, o juiz Marcus Vinícius Ayres Barreto, da 2ª Vara Cível da Fazendas Públicas Regional e Ambiental da comarca, acatou parcialmente pedido do MPGO e condenou a Instituição religiosa a pagar dano moral coletivo.

As provas juntadas aos autos apontam que, em inspeções realizadas pela Semmac na Igreja evangélica, notaram que os ruídos vindos dos cultos religiosos realizados no prédio estavam acima do permitido legalmente e aceitáveis pela norma NBR 10.152, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), perturbando, assim, o sossego alheio.

O magistrado ponderou que “o interesse público há sempre de sobrepor ao interesse particular, não podendo a instituição, embora goze do exercício da liberdade de culto religioso, causar dano à sociedade produzindo e propagando sons acima dos limites toleráveis pela legislação de regência”. Inconformada com a sentença, a Igreja interpôs apelação cível requerendo diminuição da condenação imposta a ela em primeiro grau.

Ao analisar o caso, Beatriz Figueredo salientou que ficou comprovado, nos autos, em laudo de inspeção realizado pela Semmac em 13 de maio de 2012 e em 11 de maio de 2014, que a igreja fazia mesmo barulho acima do permissivo legal. “Com isso, é de se reconhecer que o valor arbitrado pelo magistrado em primeira instância se revela adequado e proporcional a fim de remediar o dano material causado pela instituição religiosa”, frisou.

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Nova arma sonora: os canhões de som LRAD

Entenda o que é o canhão de som LRAD, usado pela polícia nos protestos em Ferguson

Por: Roberto Baldwin
14 de agosto de 2014 às 19:46

Fonte (original): http://gizmodo.uol.com.br/canhao-som-lrad/

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Depois que Michael Brown, um jovem negro, foi morto por um policial em Ferguson, Missouri, os protestos estão pegando fogo, e o departamento de polícia da cidade está absurdamente armado com todo tipo de equipamento para controlar distúrbios, como gás lacrimogêneo, granadas de efeito moral, balas de borracha e mais um monte de coisa. Um dos armamentos mais polêmicos é o canhão de som LRAD. Mas qual o perigo que um pouco de barulho pode oferecer? Bem, muito perigo, na verdade.

O canhão de som LRAD é uma arma acústica e um dispositivo de comunicação…

Desenvolvido pela LRAD Corporation para transmitir em longas distâncias mensagens e tons “dissuasivos” causadores de dor. Os aparelhos vêm em várias iterações que podem produzir diferentes graus de som. Eles podem ser montados em veículos ou carregados na mão. O canhão produz um som que pode ser direcionado a um ângulo de até 30 graus, e o modelo militar LRAD 2000X pode transmitir comandos de voz de até 162dB a até 8,85 km de distância.

…que dispara ondas de som “não-letais”…

A LRAD diz que qualquer pessoa a até 100 metros de distância do canhão irá sofrer uma dor extrema. A versão utilizada geralmente pela polícia (o LRAD 500X) é projetada para se comunicar a até 2 km, em condições ideais. Num ambiente típico ao ar livre, o dispositivo pode ser ouvido a 650 metros. O 500X é também capaz de disparos curtos de som direcionado, que causam dores de cabeça severas em qualquer pessoa que esteja a 300 metros. Qualquer um a 15 metros de distância pode sofrer perda de audição permanente. A LRAD diz que o aparelho não é uma arma, e sim um “dispositivo de comunicação de som direcionado”.

…e evita que pássaros atinjam aviões…

Os sistemas da LRAD são usados em aeroportos para impedir que aves fiquem no caminho das aeronaves. O impedimento bioacústico ajuda a evitar colisões com pássaros, como o que causou o afundamento do voo 1549 no rio Hudson. Neste contexto, o LRAD pode transmitir tons e barulhos de predadores para manter as aves afastadas.

…mas também está sendo usado contra ativistas…

O aparelho da LRAD foi usado em várias ocasiões contra ativistas nos Estados Unidos. A primeira vez que se tem notícia foi em Pittsburgh, durante a reunião do G20 em 2009. A polícia da mesma cidade usou novamente depois do Superbowl de 2011. O LRAD foi utilizado ainda várias vezes contra os manifestantes do Occupy em Oakland e, recentemente, contra os ativistas do Occupy Wall Street no parque Zuccotti.

…e pode ter efeitos colaterais a longo prazo.

O uso do dispositivo tem sido criticado por causa do potencial de perda permanente da audição. O desconforto no ouvido humano começa quando o som atinge 120dB, bem abaixo do limite do LRAD. A perda permanente de audição começa em 130dB, e se o canhão for ligado em 140dB, qualquer um no alcance dele vai não apenas sofrer perda de audição como também pode perder o equilíbrio e ser incapaz de se mover e sair da trajetória do som. O dispositivo também é totalmente dependente da operação manual, o que pode ter desdobramentos sérios caso o policial que estiver usando a arma não tiver treinamento suficiente.

Imagem via jbouie

Este post foi publicado originalmente em 2011, e atualizado para refletir o uso do LRAD em Ferguson, Missouri

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Bairro Alto: tudo pronto para os “fiscais” do barulho

Bairro Alto: tudo pronto para os “fiscais” do barulho

https://news.google.com/news/amp?caurl=http%3A%2F%2Fwww.tsf.pt%2Fsociedade%2Finterior%2Famp%2Flisboa-aguarda-autorizacao-para-instalar-sensores-de-ruido-no-bairro-alto-c-audio-5665009.html#a-e7e5c75f-9a13-4152-a668-6ff70c28f5b9

BAIRRO ALTO

Bairro Alto: tudo pronto para os “fiscais” do barulho

2017-02-13 23:18

Lisboa aguarda autorização para instalar sensores de ruído no Bairro Alto.

 A Câmara de Lisboa está a aguardar autorização da Comissão Nacional de Proteção de Dados para instalar sensores de ruído no Bairro Alto, no âmbito de um projeto-piloto para melhorar a qualidade de vida em zonas de diversão noturna.

“Estamos, neste momento, à espera da Comissão Nacional de Proteção de Dados [para autorizar] a aplicação real dos sensores de rua no Bairro Alto”, disse esta segunda-feira à agência Lusa o vice-presidente da autarquia, Duarte Cordeiro.

Segundo o autarca, “o objetivo é testar níveis anómalos do ponto de vista de ruído que permitam detetar se está a haver algum problema relacionado com a segurança pública e também detetar o nível médio de ruído em termos ambientais, para perceber se há necessidade de moderação”.

No início de 2016, Duarte Cordeiro visitou a cidade holandesa de Eindhoven, juntamente com o vereador da Segurança do município, Carlos Manuel Castro, para conhecer um projeto de sensores de rua lá aplicado.

Em março desse ano, a autarquia divulgou estar a estudar a instalação destes sensores em zonas de diversão noturna como o Cais do Sodré e o Bairro Alto, para permitir às autoridades intervir em caso de incumprimento da legislação.

A equipa responsável pela instalação em Eindhoven esteve depois em Lisboa e ficou decidido que o projeto começaria no Bairro Alto “pelas condições tecnológicas de implementação”, justificou Duarte Cordeiro.

Se a iniciativa for bem-sucedida, a autarquia pretende alargar a área de intervenção ao Cais do Sodré e a Santos, promovendo “a interação como os próprios comerciantes, proprietários dos estabelecimentos, e com a Polícia de Segurança Pública (PSP) e todas as entidades responsáveis por verificar as questões de segurança e de ruído”.

Questionado sobre se a fiscalização e a monitorização dos sensores caberão à PSP ou à Polícia Municipal, Duarte Cordeiro indicou que isso dependerá da solução técnica.

“Se ficar ligado às câmaras de videovigilância, será a PSP, [mas] são pormenores técnicos que ainda estamos longe de perceber”, referiu.

Desde maio de 2014 que está em funcionamento no Bairro Alto um sistema de videovigilância com 27 câmaras que permitem a visualização de imagens em tempo real, entre as 18:00 e as 07:00, podendo servir como meio de identificação e prova.

Duarte Cordeiro falava à agência Lusa nos Paços do Concelho, no final do lançamento da segunda edição do Smart Open Lisboa, iniciativa que permite às ‘startup’ com projetos nas áreas da cidadania, mobilidade, turismo, cultura e sustentabilidade testarem as suas ideias na capital portuguesa.

Na primeira edição, que se realizou em 2016, a aplicação de sensores de ruído também foi testada, mas em locais como a Avenida da Liberdade.

Foi também experimentada a colocação de sensores de monitorização em caixotes do lixo domésticos e enterrados (na via pública), para melhorar a remoção do lixo.

No que toca aos contentores subterrâneos, a medida já foi adotada pela autarquia, que colocou 16 nas freguesias da Misericórdia, Arroios, Belém e Santa Maria Maior, e vai agora aplicá-la noutros locais.

Além do município, o projeto conta com entidades como o Turismo de Portugal, Portugal Telecom, Cisco, Brisa, Águas de Portugal, Masai e Beta-i, que fornecem apoio logístico e financeiro.

Nesta segunda edição, para a qual a autarquia contribui com uma verba de 25 mil euros, serão selecionadas 15 ‘startup’ já com projetos a funcionar, no âmbito de um concurso cujas inscrições já estão abertas

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Juiz nega prisão a policial acusada de matar copeira por barulho em festa | Paraná Portal

http://paranaportal.uol.com.br/policial/juiz-nega-prisao-a-policial-acusada-de-matar-copeira-por-barulho-em-festa/

Juiz nega prisão a policial acusada de matar copeira por barulho em festa

Caso da investigadora acusada de matar copeira

O juiz Daniel R. Surdi de Avelar, da 2ª Vara do Tribunal do júri de Curitiba recebeu, nesta segunda-feira, a denúncia contra a policial Kátia das Graças Belo, acusada do assassinato da copeira Rosaira Miranda da Silva, após atirar em direção ao local em que Rosaira se reunia com colegas de trabalho para uma festa de confraternização de fim de ano, na madrugada do dia 23 de dezembro de 2016, por estar irritada com o barulho da festa. O magistrado, no entanto, indeferiu os pedidos de prisão preventiva e de afastamento de Kátia de suas atividades na Polícia Civil, determinando, como medida cautelar a proibição do porte de arma pela policial e o trabalho apenas em funções internas e burocráticas na Polícia Civil.

O inquérito policial que investigou o crime concluiu que Kátia foi a autora do disparo que matou Rosaria e recomendou a prisão preventiva da policial civil, alegando a “garantia da ordem pública“, por conta da comoção popular que o caso causou, “evitando a sensação de impunidade e o descrédito na Justiça e nas autoridades policiais”.

Para o juiz, tais argumentos há muito não mais legitimam o decreto prisional preventivo, consoante entendimento sedimentado pelos Tribunais Superiores. Ele tomou por base a manifestação do Ministério Público contrária à prisão preventiva, pelo fato de Kátia possuir residência fixa, ter se apresentado espontaneamente à Autoridade Policial, não possuir ligação com a criminalidade e não ter atuado de forma a prejudicar as investigações. “Também se extrai dos autos a imputação de dolo eventual na conduta da denunciada (vale dizer, que agiu sem a intenção de matar), e que não registra antecedentes criminais, circunstâncias estas que, somadas, enfraquecem o raciocínio de periculosidade concreta e imprescindibilidade da custódia cautelar”, despachou o magistrado.

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Prefeitura vai isolar bairros residenciais de Pinheiros no carnaval

Portaria publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial da Cidade estabelece colocação de grades para garantir sossego de moradores

Fonte (original): http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,prefeitura-vai-isolar-bairros-residenciais-de-pinheiros-durante-carnaval,70001652199

 

Prefeitura vai isolar bairros residenciais de Pinheiros no carnaval

Grupos com aval para desfilar não poderão reunir mais de 20 mil foliões 

SÃO PAULO – A Prefeitura Regional de Pinheiros vai isolar as Zonas Estritamente Residenciais (ZERs) e Predominantemente Residenciais (ZPRs) da região para assegurar a “tranquilidade dos moradores, visando a não perturbação do sossego” durante o carnaval. Serão instaladas grades de proteção no acesso a bairros como Jardim das Bandeiras, Vila Jataí (divisa com a Vila Madalena), Jardim Europa e Alto de Pinheiros nos dias 18 e 19 (pré-carnaval), 25, 26, 27 e 28 de fevereiro (carnaval) e 4 e 5 de março (pós-carnaval).

De acordo com portaria publicada nesta sexta-feira, 3, no Diário Oficial da Cidade, a Prefeitura de Pinheiros vetou oficialmente a passagem de megablocos. Os grupos com aval para desfilar não poderão reunir mais de 20 mil foliões cada. Também ficou proibido o desfile de blocos nas principais vias da região: Avenidas Paulo VI, Sumaré, Brigadeiro Faria Lima (entre a Rua Teodoro Sampaio e Rua Hélio Pelegrino), Brasil, Cidade Jardim, Nove de Julho, Pedroso de Morais, Eusébio Matoso e Rebouças; Ruas Teodoro Sampaio, Cardeal Arcoverde, Henrique Schaumann, Paes Leme, Eugênio de Medeiros, dos Pinheiros (entre as Avenidas Pedroso de Morais e Brigadeiro Faria Lima), Estados Unidos, Groenlândia e Butantã; Alameda Santos; e Praças Benedito Calixto, Horácio Sabino, Edgard Hermelino Leite e Doutor Julio Conceição Neves. 

Segundo o prefeito regional Paulo Mathias, o veto é uma medida de bom senso. “Há outras localidades mais apropriadas para a passagem dos blocos do que as ruas residenciais, que nem comportam os desfiles”, disse. Nesta quinta, durante reunião no Ministério Público Estadual, Mathias informou que donos de bares se comprometeram a fechar seus estabelecimentos às 22 horas para evitar aglomerações no quadrilátero formado pelas Ruas Inácio Pereira da Rocha, Harmonia, Wisard e Simão Álvares e em suas imediações depois da dispersão dos blocos.

A mesma portaria estipula em cinco horas o tempo máximo de duração dos desfiles desde a concentração até a dispersão, que deve ocorrer, obrigatoriamente, até 20h. A regional também definiu que não será permitida a permanência de pessoas portando objetos pontiagudos, garrafas, recipientes de vidro ou que ofereçam risco de danos à coletividade e aos participantes do evento. 

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Boca do Barulho: Boca do Rio lidera ranking de bairros barulhentos de Salvador

Queixas de som em festas particulares respondem por 80% dos registros no bairro, segundo a Semop

Fonte (original): http://www.correio24horas.com.br/detalhe/salvador/noticia/boca-do-barulho-boca-do-rio-lidera-ranking-de-bairros-barulhentos-de-salvador/?cHash=be23577557e28106801568b35a774281

Victor Villarpando e Hilza Cordeiro (redacao@correio24horas.com.br)

31/01/2017 05:00:00Atualizado em 31/01/2017 17:27:44

O paredão é o maior inimigo do silêncio em Salvador. Mas no bairro mais barulhento da cidade em 2016, a Boca do Rio, os carros com caixas de som imensas foram abafados pela velha e boa festa no apê. As queixas sobre som alto em casas e apartamentos no fim do ano foram tantas que ultrapassaram aquelas sobre carros e fizeram o bairro subir da terceira para a primeira colocação no ranking da zoada.

“Foi uma surpresa dupla. Primeiro, porque,  em todos os outros bairros, o número de queixas sobre veículos é maior. Mas, desde novembro, as queixas sobre residências batem 80% na Boca do Rio. Segundo, porque Cajazeiras e Itapuã estavam na frente até novembro”, diz a subcoordenadora de fiscalização sonora da Secretaria Municipal de Ordem Pública (Semop), Márcia Cardim. 

De acordo com ela, isso acontece por causa do grande número de pessoas de férias no período e dos parentes do interior que vêm curtir o Verão na capital. A região foi apontada em 1.538 das 54.782 denúncias de poluição sonora recebidas pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Urbanismo (Sedur).

Em segundo lugar no ranking de 2016 ficou Itapuã, com 1.466 ocorrências, seguido de Cajazeiras (1.412), Pituba (1.197) e Pernambués (1.174). O bairro eternizado por Vinicius de Moraes e Dorival Caymmi é uma estrela do ranking de barulho. Desde 2010 não sai do top 3 e já foi cinco vezes campeão. O ranking foi publicado com exclusividade pela coluna Satélite, do CORREIO.

Numa caminhada pela Boca do Rio, deu para a equipe do CORREIO sentir nos tímpanos. Um anúncio de um buffet de festa infantil sai das caixas de um carro de som: “Temos decoração com preços abaixo do mercado, não perca!”, esbraveja o locutor.

Na Rua Abelardo Andrade de Carvalho, o trânsito congestiona e ouve-se uma buzina atrás da outra. Enquanto isso, a rádio comunitária toca sucessos sertanejos que ecoam em caixas  nos postes. Numa loja próxima, um aparelho de som toca “Fim de semana chegou, vai rolar a farra”. É tudo ao mesmo tempo. 

Entre as localidades menos calmas estão a Rua da Tranquilidade, o Bate-Facho, a Baixa Fria, a Água Suja e o Vale do São Francisco. “Há queixas durante a semana, mas no fim de semana o número dobra. E o horário de maior incidência é a partir das 19h”, conta Márcia.

Dia e noite
Quando a noite chega é a vez dos bares, onde é comum encontrar um veículo com o porta-malas aberto. Está aí a principal queixa dos moradores. Por lá, o carro do ovo é fichinha. “Eles colocam o som no carro super alto e ficam bebendo e dançando em volta, principalmente nas sextas e finais de semana”, conta uma moradora sem se identificar.

Ainda segundo ela, em datas comemorativas é ainda pior, mas também costuma acontecer em dias úteis. “É impossível ter sossego, estudar, ver TV”, conta ela.

Como mora numa rua comercial, a técnica de recursos humanos Débora Alcântara não enfrenta tanto problema com carros. “Mas já tive vontade de ligar para o órgão por causa de vizinho desrespeitoso”, conta ela, que tem um filho de 1  ano. “Infelizmente, não adianta pedir ou reclamar porque ele volta a fazer”.

A nutricionista Rosana Ribeiro Carneiro, 55, reclama que é mesmo muita ‘zuada’. “Geralmente, começa às sextas à noite. As pessoas colocam o som para todo mundo ouvir. Eles escutam axé, funk, essas coisas de ostentação com MCs, músicas com palavrão. Eu sou evangélica e gosto mais de música clássica. Eu fecho a casa toda e tenho que aumentar o volume da TV se eu quiser ouvir alguma coisa”, conta.

Para alguns moradores, as tardes dos finais de semana não são sinônimo de descanso. Uma moradora da Rua Tenente Gustavo dos Santos, de 83 anos, relata que o barulho agrava seus problemas de saúde porque lhe causa estresse.

“Quando colocam música, é sempre nas alturas. Incomoda a todo mundo. Sou uma pessoa de idade, sofro de problemas de circulação, pressão e diabetes. Muitas vezes, tento dormir para aliviar e acordo com o barulho”, conta.

Saúde
A exposição a sons intensos, como  numa balada, pode provocar de alteração de humor a perda auditiva. “O primeiro sinal é o zumbido. Por si só, ele já costuma afetar o humor. Barulho tem esse poder e o estresse pode mexer com pressão, taxas de gordura e açúcar”, diz a otorrinolaringologista Clarice Saba, diretora técnica do Centro de Otorrinolaringologia da Bahia.

Agora imagine se a balada for na casa do vizinho? E se ao som alto se somarem barulhos de motor, buzina, discussões e autofalantes? Além do ouvido, o bolso sente. Segundo a médica, as despesas com medicamentos para lesão auditiva podem chegar a R$ 200 e o aparelho para tratar intolerância a sons custa  R$ 5 mil.

*Colaborou Thiago Freire

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